Para posologia, vide bula

Todo mundo tem basicamente dois tipos de amigos: os de uso externo e interno.

Os de uso externo são os que nos ajudam na vida prática, aqueles dispostos a enfrentar qualquer parada pela gente. São os que não têm medo de sangue, emprestam dinheiro, trocam lâmpadas, conhecem de mecânica de carro, de processos judiciais, de finanças, de tecnologias. Só um probleminha: são, via de regra, verdadeiros fracassos quando se trata de sentimentos.

Tem também os de uso interno. Parecem dicionário de psicologia – entendem tudo de relacionamentos e emoções. Dão conselhos amorosos, familiares, estratégicos. Certeza de colo espiritual e afetivo. Mas entram em pânico se a tarefa for dar uma receita do bolo mais mixuruca possível, por exemplo.

Uma dádiva ter amigos inaláveis, injetáveis, digestíveis. E ainda os que vêm em forma de pomada,  creme ou emulsão.

Tenho uns e outros para uso contínuo – não vivo sem. Úteis para umas coisas e totalmente desaconselháveis para outras! E alguns que, desafiando a medicina tradicional, ousam servir para ambas as necessidades: as de fora e as de dentro. Remédios raros, para doenças crônicas.

E você? Quais deles guarda em seu armário sempre à mão?

Kátia Galvão em 50etcetera – Repost – junho de 2006

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