Se a dor chegar

Se a dor chegar, já prepara a “cara de paisagem” e finge que não é contigo – o sofrimento detesta desprezo.

Se a dor chegar, mantém-se ativo e disposto. É que cabeça vazia inventa novos problemas e estimula o desânimo.

Se a dor chegar, faz piada dela. Não existe mal nesse mundo que não possa ser amenizado com risadas e molecagem.

Se a dor chegar, não altera a vida. Continua a rotina, do jeito que der, sem virar refém de limitação nenhuma – física ou psicológica.

Se a dor chegar, conviva com ela, mas, se puder, não a dimensione ou exagere. Eventualmente já nos sobrecarrega à beça, imagina com esse peso extra.

Se a dor chegar, pode se zangar quantas vezes quiser. Está tudo certo. Mesmo a mais otimista das pessoas tem seus momentos ruins. É humano!

Se a dor chegar, tire vantagem. Usufrua de paparicos e cuidados. Em casos extremos, pequenos dramas e chantagens também estão permitidos.

Se a dor chegar, não se desampare, não se desespere. Lembra que haverá sempre alguma outra dor ou dificuldade maior a sua volta. Não que console. Apenas te coloca na perspectiva certa.

Se a dor chegar, conceba planos: de como lidar com ela, com você, com os outros, com suas crenças. Siga-os, refaça-os, mas não desista!

Se a dor chegar, enfim, saiba que não haverá garantias – nem de que ela irá passar. Somente de que você terá feito a sua parte para combatê-la com coragem, dignidade e fé.

Exemplo a ser seguido é o de gente que não desmorona, que não esmorece ante a provação. Minha admiração a quem não se vitimiza, nem se sentencia à tragédia!

Kátia Galvão em 50etcetera

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