O futuro do “futuro da gente”

Nunca imaginei que o futuro ia estar tão perto – e tão incerto! Faz pouco tempo e eu achava que ele era algo bem distante. Eu tinha até uma visão romântica das coisas como seriam: tecnologia a favor da melhoria da qualidade de vida, distâncias cada vez mais curtas para a promoção do crescimento isonômico de todos, educação gratuita e de qualidade a balde. Tipo isso. Mas, de qualquer modo, na minha cabeça, esse futuro ainda ia demorar pra chegar. E eu nem sei explicar como foi isso, mas eu pisquei, cochilei, dormi e ele se jogou na minha frente. Na minha e na de todo mundo!

Tá parecendo que esse texto vai ser mais um daqueles montes que exaustivamente andam ensinando sobre o assunto, né? Mas o ponto aqui é outro. Eu quero é fazer perguntas, dividir com vocês uma encucação. Por exemplo: o que vai ser do futuro do “futuro da gente”?

Porque até ontem eu achava que o futuro de um professor seria se aposentar e descansar. Ou curtir. Ou trabalhar com consultoria. Ou ajudar a criar os netos. Ou viajar. Ou ensinar o ofício às novas gerações. Mas não vai ser mais assim, gente!

O futuro da gente não está mais garantido. Já viram como andam as coisas? Francamente, alguém, além de mim, está também apreensivo com os rumos da EDUCAÇÃO nesse país? Vamos falar sério, não fosse a garra dos professores, a coragem, o otimismo, o amor pela profissão, os esforços de entidades e gestores idôneos que nos apoiam, o que seria da gente? E quem irá nos suceder? Ou algum jovem que você conheça, que já tenha deixado a época da inocência de vida, quer ser professor? Quais seriam os atrativos? Salários baixos, cobrança excessiva sem a devida valorização, falta de investimento na capacitação continuada, perspectivas quase nulas de crescimento profissional? Sem contar a guerra na manutenção dos direitos adquiridos. Quem, em sã consciência, ia querer?

A equação é simples: se não há investimento em EDUCAÇÃO, o que vai ser do futuro do “futuro da gente”?

Por mim. Por vocês. Por todos os que trabalham na EDUCAÇÃO, eu tenho só um último pedido a fazer: tempo, passa aí a nosso favor. E traz melhores perspectivas, vai. A gente promete continuar a fazer a nossa parte!

Por Kátia Galvão – para SOU PROF

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