O professor “legalzinho”

Já convivi com muitos profissionais da área de Educação, de todos os segmentos, de diferentes setores, em vários âmbitos: educadores, ajudantes, pessoal de limpeza, cozinha, administrativo, financeiro, coordenadores, orientadores, gestores. Afinal, são todos esses juntos que dão suporte e sustentabilidade ao trabalho docente. Gente que, seguramente, fez toda diferença na minha caminhada. Pessoas com quem aprendi muito e por quem nutro sincera admiração pelo trabalho.
Professores? Desde auxiliares de turma aos de nível superior. De formações variadas: os do tempo em que não havia exigência acadêmica praticamente nenhuma até aqueles que investiram em capacitação continuada exaustivamente. Afinal, são 30 anos de estrada.

Muita gente competente, eu dizia, mas, em contrapartida, também uns tais professores “legalzinhos”. Aqueles que por causa da simpatia e popularidade acabavam fazendo um sucesso danado. Gente boa, queridinhos de alunos e corpo pedagógico. E só! Nada mais profundo. Nada mais consistente! Mas ok.

O engraçado é que só agora, nesse meu período mais intenso de “imersão” nas redes sociais, me dei conta de que, no ambiente virtual, eles existem com menos exceção. E, assim, querendo ou não, foram ficando escancarados:
• os docentes de fachada;
• os assassinatos à Língua Portuguesa, falada e escrita, vindos de quem PRECISA dar o exemplo.


Claro que, com essa observação corro o risco de ser deletada e excluída. Mas não consigo, gente. Desculpa aí questionar assim a competência de alguns professores, mas, francamente, tem gente que mal sabe escrever ou falar. Ou só eu tenho constatado isso?

Não sei com certeza absoluta como se consegue ser um embuste assim, mas tenho uma teoria: a de que ser “legalzinho” é quase tudo nesse mundo de aparências. Basta um videozinho bobo, decorar umas frases de efeito, fazer umas citações de autores famosos, preparar um discurso bem ideológico e pronto: temos aí um(a) professor(a) fake prontinho(a) saindo do forno. E duzentos mil seguidores às custas de um sorrisinho, um rostinho bonito ou um post fofo (obviamente não é regra, povo!) Mas, quem se importa, não é?

Felizmente, como tudo na vida, tenho me deparado com mais profissionais capacitados e comprometidos do que o contrário! E é neles que deposito minha esperança de uma educação de qualidade afinal!


Por Kátia Galvão – 15/01/2021

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